Do supermercado à cozinha: adolescentes com lesão medular atendidos no ISD desenvolvem atividades para estimular autonomia e independência

Publicado em 16 de março de 2022

Ir ao supermercado, ser capaz de preparar uma refeição sozinho e conquistar a independência na execução de tarefas diárias: esses são desejos de grande parte dos adolescentes e, entre aqueles que possuem lesão medular, não é diferente. Orientações e treinos para executar essas atividades com autonomia e segurança foram os pedidos dos adolescentes que participam do grupo de Terapia Ocupacional do Instituto Santos Dumont (ISD). O grupo, que se reúne no Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi (Anita), uma das unidades do ISD localizada em Macaíba (RN), participou, nas primeiras semanas de 2022, de uma série de atividades para ajudá-los a alcançar seus objetivos. Na terça-feira (15/03), os adolescentes se reuniram para preparar hambúrgueres, a receita escolhida por eles, encerrando um ciclo de atividades que incluiu ir ao mercado, ser capaz de gerir o próprio dinheiro para fazer as compras, selecionar a receita e os ingredientes necessários para prepará-la. 

 

“No início deste ano, o grupo trouxe uma demanda muito legal: queriam mais autonomia e independência, sem ter o suporte dos pais, principalmente em locais públicos, como supermercados, cinemas…”, relata a preceptora multiprofissional terapeuta ocupacional do ISD, Thays Brígido. Ao levar o pedido dos adolescentes aos pais, Thays conta que descobriu que essa era uma demanda não apenas dos adolescentes, mas também de suas famílias, que gostariam de ver crescer sua independência na execução de tarefas do dia a dia. “Essa independência que os adolescentes tanto queriam, os pais também queriam, então nós conseguimos juntar esses dois objetivos”, completa. 

 

Antes de colocar a mão na massa ou sair às compras, o grupo se reuniu para elaborar um planejamento, fazer a lista de itens e se preparar para as possíveis dificuldades que encontrariam na realização das atividades externas. O local escolhido para as compras doi o Supermercado Favorito, em Macaíba. Essa não é a primeira vez que os adolescentes com lesão medular inseridos no grupo fazem atividades relacionadas à culinária. A autonomia para preparar as próprias refeições, mexer com o fogão e utensílios de cozinha, já era demanda dos adolescentes em 2021. No fim do ano passado, o grupo preparou coletivamente uma receita de pavê, escolhida por eles, que poderiam replicar em casa para a celebração com os familiares. 

 

A preceptora multiprofissional explica que a Terapia Ocupacional trabalha com as ocupações humanas de forma geral, criando atividades que envolvam ações que são parte do cotidiano dos pacientes. “Isso é extremamente importante para trabalhar com adolescentes, tenham eles lesão medular ou não. São adolescentes que querem ser independentes, e nós ajudamos eles nesse processo, respeitando, é claro, a faixa-etária de cada um”, declara Thays Brígido. 

 

Rosa Barbosa, mãe de Alysson Souza, de 14 anos, que há três anos é acompanhado pela Clínica de Lesão Medular do ISD e integrante do grupo de Terapia Ocupacional, afirma que as atividades que estimulam a independência do filho têm impactado diretamente na qualidade de vida de ambos. “É um medo que a gente, que é mãe, vai tendo que aprender a lidar com para dar mais liberdade a eles, à medida em que eles vão demonstrando essa vontade de fazer as coisas sozinhos”, relata Rosa.

 

As primeiras experiências de Alysson na cozinha deixaram Rosa preocupada mas, com o tempo, ela percebeu que a habilidade do filho na culinária crescia. “Antes eu tinha muito medo de sair e deixá-lo só. Hoje em dia, nossa relação é outra. Ele me diz, ‘mãe, pode ir, tendo o que fazer para comer fácil, eu me viro’, e eu consigo ter confiança que ele consegue mesmo se virar. Nem sempre é fácil para nós, que somos mães, perceber que eles podem sim conquistar essa independência, então são exercícios importantes para eles e para nós”, completa. Ao longo do semestre, outras atividades externas estão planejadas para o grupo de Terapia Ocupacional, que se reúne semanalmente no ISD.

Texto:  Mariana Ceci / Ascom – ISD

Foto: Mariana Ceci / Ascom – ISD

Assessoria de Comunicação
comunicacao@isd.org.br
(84) 99416-1880

Instituto Santos Dumont (ISD)

É uma Organização Social vinculada ao Ministério da Educação (MEC) e engloba o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra e o Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi, ambos em Macaíba. A missão do ISD é promover educação para a vida, formando cidadãos por meio de ações integradas de ensino, pesquisa e extensão, além de contribuir para a transformação mais justa e humana da realidade social brasileira.

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“No início deste ano, o grupo trouxe uma demanda muito legal: queriam mais autonomia e independência, sem ter o suporte dos pais, principalmente em locais públicos, como supermercados, cinemas…”, relata a preceptora multiprofissional terapeuta ocupacional do ISD, Thays Brígido. Ao levar o pedido dos adolescentes aos pais, Thays conta que descobriu que essa era uma demanda não apenas dos adolescentes, mas também de suas famílias, que gostariam de ver crescer sua independência na execução de tarefas do dia a dia. “Essa independência que os adolescentes tanto queriam, os pais também queriam, então nós conseguimos juntar esses dois objetivos”, completa. 

 

Antes de colocar a mão na massa ou sair às compras, o grupo se reuniu para elaborar um planejamento, fazer a lista de itens e se preparar para as possíveis dificuldades que encontrariam na realização das atividades externas. O local escolhido para as compras doi o Supermercado Favorito, em Macaíba. Essa não é a primeira vez que os adolescentes com lesão medular inseridos no grupo fazem atividades relacionadas à culinária. A autonomia para preparar as próprias refeições, mexer com o fogão e utensílios de cozinha, já era demanda dos adolescentes em 2021. No fim do ano passado, o grupo preparou coletivamente uma receita de pavê, escolhida por eles, que poderiam replicar em casa para a celebração com os familiares. 

 

A preceptora multiprofissional explica que a Terapia Ocupacional trabalha com as ocupações humanas de forma geral, criando atividades que envolvam ações que são parte do cotidiano dos pacientes. “Isso é extremamente importante para trabalhar com adolescentes, tenham eles lesão medular ou não. São adolescentes que querem ser independentes, e nós ajudamos eles nesse processo, respeitando, é claro, a faixa-etária de cada um”, declara Thays Brígido. 

 

Rosa Barbosa, mãe de Alysson Souza, de 14 anos, que há três anos é acompanhado pela Clínica de Lesão Medular do ISD e integrante do grupo de Terapia Ocupacional, afirma que as atividades que estimulam a independência do filho têm impactado diretamente na qualidade de vida de ambos. “É um medo que a gente, que é mãe, vai tendo que aprender a lidar com para dar mais liberdade a eles, à medida em que eles vão demonstrando essa vontade de fazer as coisas sozinhos”, relata Rosa.

 

As primeiras experiências de Alysson na cozinha deixaram Rosa preocupada mas, com o tempo, ela percebeu que a habilidade do filho na culinária crescia. “Antes eu tinha muito medo de sair e deixá-lo só. Hoje em dia, nossa relação é outra. Ele me diz, ‘mãe, pode ir, tendo o que fazer para comer fácil, eu me viro’, e eu consigo ter confiança que ele consegue mesmo se virar. Nem sempre é fácil para nós, que somos mães, perceber que eles podem sim conquistar essa independência, então são exercícios importantes para eles e para nós”, completa. Ao longo do semestre, outras atividades externas estão planejadas para o grupo de Terapia Ocupacional, que se reúne semanalmente no ISD.

Texto:  Mariana Ceci / Ascom – ISD

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Instituto Santos Dumont (ISD)

É uma Organização Social vinculada ao Ministério da Educação (MEC) e engloba o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra e o Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi, ambos em Macaíba. A missão do ISD é promover educação para a vida, formando cidadãos por meio de ações integradas de ensino, pesquisa e extensão, além de contribuir para a transformação mais justa e humana da realidade social brasileira.

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