ISD vai auxiliar Estado em projeto de educação permanente em saúde para reduzir mortalidade materna no RN

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O diretor-geral do ISD, Reginaldo Freitas Júnior (de camisa clara, à direita), a gerente do Anita, Lilian Lisboa, a coordenadora de atividades de ensino em saúde do Instituto, Samantha Maranhão, e o coordenador da Secretaria Acadêmica, Marcelo Carvalho, acompanharam o lançamento do Plano estadual do governo para reduzir a mortalidade materna e infantil no RN

O Instituto Santos Dumont (ISD), Organização Social vinculada ao Ministério da Educação com sede em Macaíba (RN), vai auxiliar o governo do estado na construção e implementação de estratégias de educação permanente em saúde para melhorar a assistência à população e, por consequência, reduzir os índices de mortalidade materna e infantil no estado. 

O projeto é previsto no Plano de Redução da Mortalidade Materna e na Infância, lançado nesta segunda-feira (3) pelo governo, e vai começar por Macaíba, município sede do Instituto, com perspectivas de expansão para outras regiões do estado.

O ISD atua em ensino, pesquisa, extensão e assistência à população em saúde materno-infantil, da pessoa com deficiência, em neurociências e neuroengenharia. 

Qualificação

Dentro do Plano, será responsável por ajudar no desenvolvimento da estratégia de Educação Permanente em Saúde visando à qualificação da assistência obstétrica hospitalar inicialmente no Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho, em Macaíba.

“O Governo do Estado quer transformar o perfil de atuação da maternidade do Hospital Alfredo Mesquita, que é uma maternidade de risco habitual, em uma maternidade que possa dar suporte a situações de maior risco na gravidez e, assim, fortalecer a Rede de Atenção à Saúde Materno Infantil na Região Metropolitana. Por isso, nós fomos procurados pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesap) para ajudar nesse processo de qualificação da assistência obstétrica”, disse o diretor-geral do ISD, Reginaldo Freitas Júnior. 

O ISD já desenvolve ações de educação permanente em saúde para redução da mortalidade materna na atenção básica, a principal porta de entrada das usuárias nas Redes de Atenção do Sistema Único de Saúde (SUS), e na atenção ambulatorial especializada, por meio do trabalho desenvolvido pelo Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi. “O que muda é que agora partimos também para a atenção hospitalar”, acrescentou o diretor.

Durante o lançamento do Plano, a governadora Fátima Bezerra pediu o engajamento de todos para que estratégias funcionem | Foto: Elisa Elsie

“Plano reforça que vidas importam”, diz governadora

O Plano de Redução da Mortalidade Materna foi elaborado pela Sesap e tem como objetivo priorizar estratégias que reduzam a morte materna e na infância por causas evitáveis, além de contribuir para a reorientação das práticas assistenciais, sanitárias e, consequentemente, do modelo de atenção à saúde. 

Saúde Materna e Infantil na Atenção Básica; Vigilância em Saúde: Sistemas de Informação em Saúde e Comunicação; Gestão do Cuidado; Educação Permanente em Saúde; e Governança são as diretrizes do Plano. 

“(Este) é um plano construído a várias mãos e que reforça que a vida das mulheres importa. O envolvimento dos gestores, universidades, Ministério Público e Poder Legislativo é fundamental para que este plano cumpra com sua missão de salvar vidas”, disse a governadora Fátima Bezerra durante o lançamento nesta segunda.

De acordo com o governo, a expectativa é garantir boas práticas de assistência à gestação, parto, nascimento e puerpério, em consonância com as metas de redução da mortalidade materna e na infância previstas nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.  

Dê o play no vídeo abaixo para assistir a solenidade de lançamento do Plano.

Parceria

No caso do Instituto Santos Dumont, a Sesap afirma no documento que detalha o Plano que firmou a parceria uma vez que “a necessidade de qualificação da assistência obstétrica, a melhoria de articulação entre os diferentes pontos de atenção da rede de atenção à saúde – seja entre unidades de saúde ou entre setores de uma mesma maternidade – e a garantia de práticas clínicas baseadas nas melhores evidências científicas, na integralidade do cuidado e no compartilhamento de experiências e informações são desafios cotidianos para a qualidade do cuidado e melhoria dos resultados maternos e neonatais”. 

“No que se refere à educação permanente em saúde, vamos identificar as necessidades dos trabalhadores e profissionais de saúde para a elaboração de estratégias que visam promover atenção à saúde integral materna e infantil”, disse a secretária adjunta de Saúde, Maura Sobreira, durante a apresentação do Plano. 

A mortalidade materna em números

Dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) mostram que cerca de 830 mulheres morrem diariamente por complicações relacionadas à gravidez ou parto em todo o mundo. No caso do Rio Grande do Norte, o governo aponta 28 óbitos maternos declarados em 2020, além de 489 óbitos em crianças menores de 1 ano. 

“A redução da mortalidade infantil e materna é ainda um grande desafio para os serviços de saúde, gestores e para a sociedade como um todo”, disse o secretário de saúde do estado, Cipriano Maia, em texto divulgado pelo governo sobre o lançamento do plano.

Causas

No Brasil, as principais causas de morte materna registradas anualmente são hemorragias, infecção puerperal – no pós-parto – e hipertensão. Segundo o diretor-geral do ISD e médico especialista em medicina fetal, Reginaldo Freitas Júnior, muitos desses casos são considerados evitáveis. 

“Todas essas principais causas têm fatores de risco conhecidos, elas têm esquemas e protocolos de tratamento muito bem estabelecidos. A hipertensão na gravidez, que tem alta ocorrência no Brasil, não deveria matar, hemorragia no pós-parto não deveria matar, então a gente reconhece que essas são causas de morte materna que podem ser evitadas”, explica.

Além do ISD estão entre os parceiros para o desenvolvimento das ações do Plano a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), a Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) e a Escola de Saúde Pública do Rio Grande do Norte.

SAIBA MAIS - SOBRE A ATUAÇÃO DO ISD NESSA ÁREA

Em mais de uma década de atuação como centro de referência ambulatorial do SUS no Rio Grande do Norte, o Instituto Santos Dumont inclui, entre os serviços oferecidos à população, os de pré-natal de alto-risco, assistência especializada às gestantes e crianças com  HIV/AIDS; Infectologia na gravidez; medicina fetal; enfermagem na saúde da mulher e na saúde da criança; pediatria; neurologia infantil e ultrassonografia. Além de desenvolver ações de educação permanente em saúde na área, o Instituto tem um projeto em curso - com financiamento aprovado pela Fundação Bill & Melinda Gates e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) - para criação de um indicador no Brasil que pode ajudar a prevenir casos de “quase morte” e óbitos na gravidez, parto e pós-parto.  O ISD propõe, nesse projeto, usar inteligência artificial para identificar corretamente e prever casos de “near-miss materno” – como são chamados em inglês os registros de mulheres que quase morrem na gravidez, parto ou pós-parto em decorrência de complicações graves por hemorragia, hipertensão ou infecção, por exemplo.  Os trabalhos que culminarão no indicador serão desenvolvidos ao longo de 18 meses, com início previsto em 2021. CLIQUE AQUI para ler ‘Fundação Bill Gates’ e CNPQ vão financiar projeto do ISD sobre gravidez de risco.

Texto:  Renata Moura, jornalista, e Kamila Tuenia, estagiária de jornalismo / Ascom – ISD, com informações da Assessoria de Comunicação do governo do RN

Assessoria de Comunicação
comunicacao@isd.org.br
(84) 99416-1880

Instituto Santos Dumont (ISD)

É uma Organização Social vinculada ao Ministério da Educação (MEC) e engloba o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra e o Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi, ambos em Macaíba. A missão do ISD é promover educação para a vida, formando cidadãos por meio de ações integradas de ensino, pesquisa e extensão, além de contribuir para a transformação mais justa e humana da realidade social brasileira.

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O Instituto Santos Dumont (ISD), Organização Social vinculada ao Ministério da Educação com sede em Macaíba (RN), vai auxiliar o governo do estado na construção e implementação de estratégias de educação permanente em saúde para melhorar a assistência à população e, por consequência, reduzir os índices de mortalidade materna e infantil no estado. 

O projeto é previsto no Plano de Redução da Mortalidade Materna e na Infância, lançado nesta segunda-feira (3) pelo governo, e vai começar por Macaíba, município sede do Instituto, com perspectivas de expansão para outras regiões do estado.

O ISD atua em ensino, pesquisa, extensão e assistência à população em saúde materno-infantil, da pessoa com deficiência, em neurociências e neuroengenharia. 

Qualificação

Dentro do Plano, será responsável por ajudar no desenvolvimento da estratégia de Educação Permanente em Saúde visando à qualificação da assistência obstétrica hospitalar inicialmente no Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho, em Macaíba.

“O Governo do Estado quer transformar o perfil de atuação da maternidade do Hospital Alfredo Mesquita, que é uma maternidade de risco habitual, em uma maternidade que possa dar suporte a situações de maior risco na gravidez e, assim, fortalecer a Rede de Atenção à Saúde Materno Infantil na Região Metropolitana. Por isso, nós fomos procurados pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesap) para ajudar nesse processo de qualificação da assistência obstétrica”, disse o diretor-geral do ISD, Reginaldo Freitas Júnior. 

O ISD já desenvolve ações de educação permanente em saúde para redução da mortalidade materna na atenção básica, a principal porta de entrada das usuárias nas Redes de Atenção do Sistema Único de Saúde (SUS), e na atenção ambulatorial especializada, por meio do trabalho desenvolvido pelo Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi. “O que muda é que agora partimos também para a atenção hospitalar”, acrescentou o diretor.

Durante o lançamento do Plano, a governadora Fátima Bezerra pediu o engajamento de todos para que estratégias funcionem | Foto: Elisa Elsie

“Plano reforça que vidas importam”, diz governadora

O Plano de Redução da Mortalidade Materna foi elaborado pela Sesap e tem como objetivo priorizar estratégias que reduzam a morte materna e na infância por causas evitáveis, além de contribuir para a reorientação das práticas assistenciais, sanitárias e, consequentemente, do modelo de atenção à saúde. 

Saúde Materna e Infantil na Atenção Básica; Vigilância em Saúde: Sistemas de Informação em Saúde e Comunicação; Gestão do Cuidado; Educação Permanente em Saúde; e Governança são as diretrizes do Plano. 

“(Este) é um plano construído a várias mãos e que reforça que a vida das mulheres importa. O envolvimento dos gestores, universidades, Ministério Público e Poder Legislativo é fundamental para que este plano cumpra com sua missão de salvar vidas”, disse a governadora Fátima Bezerra durante o lançamento nesta segunda.

De acordo com o governo, a expectativa é garantir boas práticas de assistência à gestação, parto, nascimento e puerpério, em consonância com as metas de redução da mortalidade materna e na infância previstas nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.  

Dê o play no vídeo abaixo para assistir a solenidade de lançamento do Plano.

Parceria

No caso do Instituto Santos Dumont, a Sesap afirma no documento que detalha o Plano que firmou a parceria uma vez que “a necessidade de qualificação da assistência obstétrica, a melhoria de articulação entre os diferentes pontos de atenção da rede de atenção à saúde – seja entre unidades de saúde ou entre setores de uma mesma maternidade – e a garantia de práticas clínicas baseadas nas melhores evidências científicas, na integralidade do cuidado e no compartilhamento de experiências e informações são desafios cotidianos para a qualidade do cuidado e melhoria dos resultados maternos e neonatais”. 

“No que se refere à educação permanente em saúde, vamos identificar as necessidades dos trabalhadores e profissionais de saúde para a elaboração de estratégias que visam promover atenção à saúde integral materna e infantil”, disse a secretária adjunta de Saúde, Maura Sobreira, durante a apresentação do Plano. 

A mortalidade materna em números

Dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) mostram que cerca de 830 mulheres morrem diariamente por complicações relacionadas à gravidez ou parto em todo o mundo. No caso do Rio Grande do Norte, o governo aponta 28 óbitos maternos declarados em 2020, além de 489 óbitos em crianças menores de 1 ano. 

“A redução da mortalidade infantil e materna é ainda um grande desafio para os serviços de saúde, gestores e para a sociedade como um todo”, disse o secretário de saúde do estado, Cipriano Maia, em texto divulgado pelo governo sobre o lançamento do plano.

Causas

No Brasil, as principais causas de morte materna registradas anualmente são hemorragias, infecção puerperal – no pós-parto – e hipertensão. Segundo o diretor-geral do ISD e médico especialista em medicina fetal, Reginaldo Freitas Júnior, muitos desses casos são considerados evitáveis. 

“Todas essas principais causas têm fatores de risco conhecidos, elas têm esquemas e protocolos de tratamento muito bem estabelecidos. A hipertensão na gravidez, que tem alta ocorrência no Brasil, não deveria matar, hemorragia no pós-parto não deveria matar, então a gente reconhece que essas são causas de morte materna que podem ser evitadas”, explica.

Além do ISD estão entre os parceiros para o desenvolvimento das ações do Plano a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), a Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) e a Escola de Saúde Pública do Rio Grande do Norte.

SAIBA MAIS - SOBRE A ATUAÇÃO DO ISD NESSA ÁREA

Em mais de uma década de atuação como centro de referência ambulatorial do SUS no Rio Grande do Norte, o Instituto Santos Dumont inclui, entre os serviços oferecidos à população, os de pré-natal de alto-risco, assistência especializada às gestantes e crianças com  HIV/AIDS; Infectologia na gravidez; medicina fetal; enfermagem na saúde da mulher e na saúde da criança; pediatria; neurologia infantil e ultrassonografia. Além de desenvolver ações de educação permanente em saúde na área, o Instituto tem um projeto em curso - com financiamento aprovado pela Fundação Bill & Melinda Gates e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) - para criação de um indicador no Brasil que pode ajudar a prevenir casos de “quase morte” e óbitos na gravidez, parto e pós-parto.  O ISD propõe, nesse projeto, usar inteligência artificial para identificar corretamente e prever casos de “near-miss materno” – como são chamados em inglês os registros de mulheres que quase morrem na gravidez, parto ou pós-parto em decorrência de complicações graves por hemorragia, hipertensão ou infecção, por exemplo.  Os trabalhos que culminarão no indicador serão desenvolvidos ao longo de 18 meses, com início previsto em 2021. CLIQUE AQUI para ler ‘Fundação Bill Gates’ e CNPQ vão financiar projeto do ISD sobre gravidez de risco.

Texto:  Renata Moura, jornalista, e Kamila Tuenia, estagiária de jornalismo / Ascom – ISD, com informações da Assessoria de Comunicação do governo do RN

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Instituto Santos Dumont (ISD)

É uma Organização Social vinculada ao Ministério da Educação (MEC) e engloba o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra e o Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi, ambos em Macaíba. A missão do ISD é promover educação para a vida, formando cidadãos por meio de ações integradas de ensino, pesquisa e extensão, além de contribuir para a transformação mais justa e humana da realidade social brasileira.

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