Coronavírus: CEPS Anita Garibaldi vai atender suspeitas em grávidas e crianças

Publicado em 22 de março de 2020
Objetivo com atendimentos é desafogar urgência e emergência da UPA

O Centro de Educação e Pesquisa em Saúde (CEPS) Anita Garibaldi – referência em atenção especializada à saúde materno-infantil e da pessoa com deficiência no Rio Grande do Norte – anunciou uma adaptação inédita dos serviços para atendimento a casos suspeitos de Coronavírus e urgências de menor risco, que envolvam gestantes e crianças.

O pronto-atendimento instalado pela primeira vez no Centro em mais de 10 anos de operação vai funcionar a partir desta segunda-feira, dia 23, para receber exclusivamente a demanda de Macaíba, na Região Metropolitana.

A adaptação ocorre para desafogar o principal serviço de urgência e emergência do município, a UPA Aluízio Alves, em um contexto onde faltam médicos de saúde da família e avançam as suspeitas de infecção pelo novo Coronavírus.

“O CEPS entra em campo como uma extensão temporária da UPA, que funciona ao lado. Apresentamos a proposta à Secretaria de Saúde do Município e a Secretaria aceitou”, diz o diretor-geral do Instituto Santos Dumont (ISD), Reginaldo Freitas Júnior.

“Mas o mais importante é reforçar as recomendações do Ministério da Saúde para que a população obedeça a orientação de isolamento social e só procure  os serviços de saúde nas situações de real necessidade. No caso de suspeita da Covid-19, o principal alerta é a dificuldade respiratória, sentir falta de ar”, complementa o médico e diretor do ISD.

A organização, financiada pelo Ministério da Educação, gerencia o CEPS e o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra (IIN-ELS), também em Macaíba.

Pronto-atendimento

Um levantamento do ISD mostra que o número de pessoas passando pela UPA aumentou quase 60% na última semana.

“Identificamos que 48% dos casos são considerados não graves e poderiam ser atendidos no CEPS, desafogando esse serviço”, diz Freitas Júnior.

“As equipes de saúde que estão em serviços de urgência e emergência como é o caso da UPA “, ressalta ele, “precisam concentrar esforços para o atendimento dos casos mais graves, classificados como risco amarelo e vermelho”.

A corrida da população por atendimento, analisa o médico, está relacionada “à desinformação, à sensação de pânico coletivo por causa da doença, à ansiedade por saber se estão ou não doentes e o que devem fazer, assim como a carências na cobertura médica em suas respectivas áreas de abrangência”.

“A estratégia de funcionar como pronto-atendimento tem o objetivo de ajudar o sistema de saúde, tentando reduzir a pressão de porta de entrada da UPA”, acrescenta.

Procura

Com a adaptação dos serviços, o CEPS vai atender casos suspeitos do chamado Covid-19 em grávidas e crianças do município, além de absorver parte da demanda “azul e verde” – ou seja, casos considerados menos graves na classificação de risco e que até então entrariam na UPA.

Da demanda total que chega à unidade, 75% são adultos e 25% são crianças, segundo dados divulgados pela diretora da unidade, Maria Célia Croisfelt Santos.

A média habitual de atendimentos passou de 140 para 220 por dia, na última semana, sendo 48% com a classificação de risco verde e azul que o CEPS ajudará a receber.

Atendimentos

“Vamos receber as gestantes e crianças enquadrados nesses casos. Já mulheres e homens com outras queixas vão continuar atendidos pela UPA”, observa Freitas Júnior.

O funcionamento obstétrico e pediátrico com esse objetivo ocorrerá das 8h às 17h, o horário normal de funcionamento do Centro, com uma escala mínima de profissionais na equipe.

“Nós teremos um obstetra, um pediatra, uma equipe de sobreaviso para realização de ultrassonografias, quando houver indicação para isso, e estrutura de diagnóstico com laboratório tentando dar respostas rápidas no resultado de exames”, detalha o diretor-geral do ISD, acrescentando que profissionais de enfermagem, técnicos de enfermagem e uma equipe mínima de apoio administrativo, em funções como recepção dos usuários, também estarão de prontidão.

Espaços como auditório e biblioteca do Centro foram adaptados para atendimento aos usuários.

Nos ambientes de espera, o trabalho será feito de modo a garantir ao menos um metro de distância entre eles, atendendo à recomendação de autoridades de saúde para reduzir eventuais riscos de contágio pelo novo Coronavírus.

O CEPS

Hoje o CEPS funciona como unidade-escola do ISD para formar profissionais no atendimento à saúde materno-infantil e de pessoas com deficiência.

É o campo prático de atuação para alunos de Residência Multiprofissional própria e em parceria com as Residências Médica e Multiprofissional da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O número de atendimentos por ano supera 45 mil, em áreas relacionados a  pré-natal e outras voltadas a adultos e crianças com condições como epilepsia; Parkinson; transtorno do espectro do autismo (TEA); lesão medular; microcefalia; deficiência auditiva; prematuridade e bexiga neurogênica.

Os serviços que oferece são normalmente eletivos, ou seja, com dia marcado, e não considerados de urgência e emergência.

Desde a semana passada, parte deles, assim como atividades presenciais em grupo, foram suspensos entre outras medidas adotadas pelo ISD como prevenção ao novo Coronavírus.

Nas clínicas, os atendimentos foram mantidos apenas em casos excepcionais. “Só o pré-natal de alto risco e a pediatria de risco, que sempre foram o perfil da nossa demanda, estão em atividade por serem prioridades reais”, explica o diretor-geral do Instituto. “Precisamos manter esses atendimentos para que o sistema de saúde não seja ainda mais sobrecarregado”.

Os serviços são destinadas exclusivamente a usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e os agendamentos, nesses casos, são realizados por meio dos encaminhamentos feitos pelas Unidades Básicas de Saúde.

Texto:  Renata Moura / Ascom – ISD

Fotos: Ascom – ISD

Assessoria de Comunicação
comunicacao@isd.org.br
(84) 99416-1880

Instituto Santos Dumont (ISD)

Organização Social que mantém vínculo com o Ministério da Educação (MEC) e cuja missão é promover educação para a vida, formando cidadãos por meio de ações integradas de ensino, pesquisa e extensão e contribuir para a transformação mais justa e humana da realidade social brasileira.

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O pronto-atendimento instalado pela primeira vez no Centro em mais de 10 anos de operação vai funcionar a partir desta segunda-feira, dia 23, para receber exclusivamente a demanda de Macaíba, na Região Metropolitana.

A adaptação ocorre para desafogar o principal serviço de urgência e emergência do município, a UPA Aluízio Alves, em um contexto onde faltam médicos de saúde da família e avançam as suspeitas de infecção pelo novo Coronavírus.

“O CEPS entra em campo como uma extensão temporária da UPA, que funciona ao lado. Apresentamos a proposta à Secretaria de Saúde do Município e a Secretaria aceitou”, diz o diretor-geral do Instituto Santos Dumont (ISD), Reginaldo Freitas Júnior.

“Mas o mais importante é reforçar as recomendações do Ministério da Saúde para que a população obedeça a orientação de isolamento social e só procure  os serviços de saúde nas situações de real necessidade. No caso de suspeita da Covid-19, o principal alerta é a dificuldade respiratória, sentir falta de ar”, complementa o médico e diretor do ISD.

A organização, financiada pelo Ministério da Educação, gerencia o CEPS e o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra (IIN-ELS), também em Macaíba.

Pronto-atendimento

Um levantamento do ISD mostra que o número de pessoas passando pela UPA aumentou quase 60% na última semana.

“Identificamos que 48% dos casos são considerados não graves e poderiam ser atendidos no CEPS, desafogando esse serviço”, diz Freitas Júnior.

“As equipes de saúde que estão em serviços de urgência e emergência como é o caso da UPA “, ressalta ele, “precisam concentrar esforços para o atendimento dos casos mais graves, classificados como risco amarelo e vermelho”.

A corrida da população por atendimento, analisa o médico, está relacionada “à desinformação, à sensação de pânico coletivo por causa da doença, à ansiedade por saber se estão ou não doentes e o que devem fazer, assim como a carências na cobertura médica em suas respectivas áreas de abrangência”.

“A estratégia de funcionar como pronto-atendimento tem o objetivo de ajudar o sistema de saúde, tentando reduzir a pressão de porta de entrada da UPA”, acrescenta.

Procura

Com a adaptação dos serviços, o CEPS vai atender casos suspeitos do chamado Covid-19 em grávidas e crianças do município, além de absorver parte da demanda “azul e verde” – ou seja, casos considerados menos graves na classificação de risco e que até então entrariam na UPA.

Da demanda total que chega à unidade, 75% são adultos e 25% são crianças, segundo dados divulgados pela diretora da unidade, Maria Célia Croisfelt Santos.

A média habitual de atendimentos passou de 140 para 220 por dia, na última semana, sendo 48% com a classificação de risco verde e azul que o CEPS ajudará a receber.

Atendimentos

“Vamos receber as gestantes e crianças enquadrados nesses casos. Já mulheres e homens com outras queixas vão continuar atendidos pela UPA”, observa Freitas Júnior.

O funcionamento obstétrico e pediátrico com esse objetivo ocorrerá das 8h às 17h, o horário normal de funcionamento do Centro, com uma escala mínima de profissionais na equipe.

“Nós teremos um obstetra, um pediatra, uma equipe de sobreaviso para realização de ultrassonografias, quando houver indicação para isso, e estrutura de diagnóstico com laboratório tentando dar respostas rápidas no resultado de exames”, detalha o diretor-geral do ISD, acrescentando que profissionais de enfermagem, técnicos de enfermagem e uma equipe mínima de apoio administrativo, em funções como recepção dos usuários, também estarão de prontidão.

Espaços como auditório e biblioteca do Centro foram adaptados para atendimento aos usuários.

Nos ambientes de espera, o trabalho será feito de modo a garantir ao menos um metro de distância entre eles, atendendo à recomendação de autoridades de saúde para reduzir eventuais riscos de contágio pelo novo Coronavírus.

O CEPS

Hoje o CEPS funciona como unidade-escola do ISD para formar profissionais no atendimento à saúde materno-infantil e de pessoas com deficiência.

É o campo prático de atuação para alunos de Residência Multiprofissional própria e em parceria com as Residências Médica e Multiprofissional da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O número de atendimentos por ano supera 45 mil, em áreas relacionados a  pré-natal e outras voltadas a adultos e crianças com condições como epilepsia; Parkinson; transtorno do espectro do autismo (TEA); lesão medular; microcefalia; deficiência auditiva; prematuridade e bexiga neurogênica.

Os serviços que oferece são normalmente eletivos, ou seja, com dia marcado, e não considerados de urgência e emergência.

Desde a semana passada, parte deles, assim como atividades presenciais em grupo, foram suspensos entre outras medidas adotadas pelo ISD como prevenção ao novo Coronavírus.

Nas clínicas, os atendimentos foram mantidos apenas em casos excepcionais. “Só o pré-natal de alto risco e a pediatria de risco, que sempre foram o perfil da nossa demanda, estão em atividade por serem prioridades reais”, explica o diretor-geral do Instituto. “Precisamos manter esses atendimentos para que o sistema de saúde não seja ainda mais sobrecarregado”.

Os serviços são destinadas exclusivamente a usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e os agendamentos, nesses casos, são realizados por meio dos encaminhamentos feitos pelas Unidades Básicas de Saúde.

Texto:  Renata Moura / Ascom – ISD

Fotos: Ascom – ISD

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