ISD realiza atividades científico-sociais para debater a vida “Além do Parkinson”

Publicado em 7 de abril de 2022

A Doença de Parkinson (DP) é a segunda condição neurodegenerativa mais comum na população idosa. No Brasil, segundo estudo publicado no Brazilian Journal of Development (47677), estima-se que aproximadamente 200 mil pessoas convivam com a doença, que é crônica e progressiva em razão da diminuição do neurotransmissor dopamina nos gânglios da base. O mês de abril é dedicado, no Brasil e no mundo, às ações de conscientização sobre a Doença de Parkinson, que pode atingir homens e mulheres, na maioria dos casos, a partir dos 50 anos de idade. 

 

Na próxima segunda-feira, dia 11 de abril, pacientes, familiares e profissionais da Saúde do município de Macaíba irão participar de um evento com o tema “Muito Além do Parkinson”, promovido pelo Instituto Santos Dumont (ISD). Os usuários da Clínica de Parkinson do ISD, além dos seus familiares, gravaram depoimentos em vídeo sobre a convivência com a doença, preconceitos e dificuldades enfrentadas após o diagnóstico e como vislumbram o futuro. Os vídeos serão exibidos durante o encontro. 

 

O objetivo é mostrar à sociedade que o “parkinsoniano(a)” não perde sua identidade, seu passado. Em todo o mundo, conforme estatísticas da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 1% das pessoas com mais de 65 anos têm a Doença de Parkinson. Com o envelhecimento progressivo da população, esses números devem aumentar nos próximos anos. 

 

Estão confirmadas palestras com os pesquisadores Dr. Edgard Morya, gerente do Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra (IIN-ELS); Hougelle Simplício, neurocirurgião; e a Profa. Maria Elisa Pimentel Piemonte, que representa a Rede de Apoio Neuromat a Amigos e Pessoas com Doença de Parkinson (Amparo). O evento presencial é destinado a convidados. O público em geral poderá acompanhar através do Canal do ISD no YouTube, a partir das 08h30 do dia 11 de abril.

 

“Este evento busca ampliar o olhar para as capacidades das pessoas com Parkinson e, com isso, contribuir com o movimento de mostrar à sociedade de que maneira podemos acolher melhor as dificuldades e potências dessas pessoas”, ressalta Miliana Galvão, preceptora multiprofissional psicóloga do ISD.

Histórico

 

A doença de Parkinson é uma condição que foi descrita pela primeira vez em 1817, pelo médico inglês James Parkinson. De acordo com a Associação Brasil Parkinson (parkinson.org.br), é uma doença neurológica, que afeta os movimentos da pessoa. Causa tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular, desequilíbrio além de alterações na fala e na escrita.

 

Não é uma doença fatal, nem contagiosa, não afeta a memória ou a capacidade intelectual do parkinsoniano em fases iniciais. Com o avançar da doença, a pessoa com Parkinson pode apresentar dificuldades com funções executivas (um tipo de função cognitiva). Também não há evidências de que seja hereditária. Apesar dos avanços científicos, ainda continua incurável, é progressiva (variável em cada paciente) e a sua causa ainda continua desconhecida até hoje.

 

A Doença de Parkinson ocorre devido à degeneração das células situadas numa região do cérebro chamada substância negra. Essas células produzem uma substância chamada dopamina, que conduz as correntes nervosas ao corpo. A falta ou diminuição da dopamina afeta os movimentos do paciente, provocando os sintomas acima indicados.

 

Envelhecimento Saudável

 

A Década do Envelhecimento Saudável 2021-2030 é a principal estratégia para alcançar e apoiar ações para construir uma sociedade para todas as idades. Ela se baseia em orientações anteriores da Organização Mundial da Saúde (OMS), incluindo a Estratégia Global da OMS sobre Envelhecimento e Saúde, no Plano de Ação Internacional das Nações Unidas para o Envelhecimento e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda das Nações Unidas 2030, que embasa as ações do Instituto Santos Dumont (ISD).

 

Em maio de 2020, a Assembleia Geral da ONU declarou 2021-2030 a Década para um Envelhecimento Saudável. Esta iniciativa global consistirá de dez anos de colaboração concertada, catalítica e sustentada. Os idosos estarão no centro do plano, que reunirá governos, sociedade civil, agências internacionais, profissionais, academia, mídia e o setor privado para melhorar a vida dos idosos, de suas famílias e comunidades.

 

As implicações das mudanças demográficas atuais e a transição epidemiológica são cruciais para que as sociedades estejam preparadas para cuidar de uma população envelhecida. Na região das Américas, é ainda mais importante, pois o envelhecimento da população ocorre rapidamente com muitos equívocos. Embora as pessoas vivam mais tempo, isso não significa que elas estejam vivendo saudavelmente e tendo suas necessidades atendidas.

Texto:  Ricardo Araújo / Ascom – ISD

Foto: Ricardo Araújo / Ascom – ISD

Assessoria de Comunicação
comunicacao@isd.org.br
(84) 99416-1880

Instituto Santos Dumont (ISD)

É uma Organização Social vinculada ao Ministério da Educação (MEC) e engloba o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra e o Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi, ambos em Macaíba. A missão do ISD é promover educação para a vida, formando cidadãos por meio de ações integradas de ensino, pesquisa e extensão, além de contribuir para a transformação mais justa e humana da realidade social brasileira.

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Na próxima segunda-feira, dia 11 de abril, pacientes, familiares e profissionais da Saúde do município de Macaíba irão participar de um evento com o tema “Muito Além do Parkinson”, promovido pelo Instituto Santos Dumont (ISD). Os usuários da Clínica de Parkinson do ISD, além dos seus familiares, gravaram depoimentos em vídeo sobre a convivência com a doença, preconceitos e dificuldades enfrentadas após o diagnóstico e como vislumbram o futuro. Os vídeos serão exibidos durante o encontro. 

 

O objetivo é mostrar à sociedade que o “parkinsoniano(a)” não perde sua identidade, seu passado. Em todo o mundo, conforme estatísticas da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 1% das pessoas com mais de 65 anos têm a Doença de Parkinson. Com o envelhecimento progressivo da população, esses números devem aumentar nos próximos anos. 

 

Estão confirmadas palestras com os pesquisadores Dr. Edgard Morya, gerente do Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra (IIN-ELS); Hougelle Simplício, neurocirurgião; e a Profa. Maria Elisa Pimentel Piemonte, que representa a Rede de Apoio Neuromat a Amigos e Pessoas com Doença de Parkinson (Amparo). O evento presencial é destinado a convidados. O público em geral poderá acompanhar através do Canal do ISD no YouTube, a partir das 08h30 do dia 11 de abril.

 

“Este evento busca ampliar o olhar para as capacidades das pessoas com Parkinson e, com isso, contribuir com o movimento de mostrar à sociedade de que maneira podemos acolher melhor as dificuldades e potências dessas pessoas”, ressalta Miliana Galvão, preceptora multiprofissional psicóloga do ISD.

Histórico

 

A doença de Parkinson é uma condição que foi descrita pela primeira vez em 1817, pelo médico inglês James Parkinson. De acordo com a Associação Brasil Parkinson (parkinson.org.br), é uma doença neurológica, que afeta os movimentos da pessoa. Causa tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular, desequilíbrio além de alterações na fala e na escrita.

 

Não é uma doença fatal, nem contagiosa, não afeta a memória ou a capacidade intelectual do parkinsoniano em fases iniciais. Com o avançar da doença, a pessoa com Parkinson pode apresentar dificuldades com funções executivas (um tipo de função cognitiva). Também não há evidências de que seja hereditária. Apesar dos avanços científicos, ainda continua incurável, é progressiva (variável em cada paciente) e a sua causa ainda continua desconhecida até hoje.

 

A Doença de Parkinson ocorre devido à degeneração das células situadas numa região do cérebro chamada substância negra. Essas células produzem uma substância chamada dopamina, que conduz as correntes nervosas ao corpo. A falta ou diminuição da dopamina afeta os movimentos do paciente, provocando os sintomas acima indicados.

 

Envelhecimento Saudável

 

A Década do Envelhecimento Saudável 2021-2030 é a principal estratégia para alcançar e apoiar ações para construir uma sociedade para todas as idades. Ela se baseia em orientações anteriores da Organização Mundial da Saúde (OMS), incluindo a Estratégia Global da OMS sobre Envelhecimento e Saúde, no Plano de Ação Internacional das Nações Unidas para o Envelhecimento e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda das Nações Unidas 2030, que embasa as ações do Instituto Santos Dumont (ISD).

 

Em maio de 2020, a Assembleia Geral da ONU declarou 2021-2030 a Década para um Envelhecimento Saudável. Esta iniciativa global consistirá de dez anos de colaboração concertada, catalítica e sustentada. Os idosos estarão no centro do plano, que reunirá governos, sociedade civil, agências internacionais, profissionais, academia, mídia e o setor privado para melhorar a vida dos idosos, de suas famílias e comunidades.

 

As implicações das mudanças demográficas atuais e a transição epidemiológica são cruciais para que as sociedades estejam preparadas para cuidar de uma população envelhecida. Na região das Américas, é ainda mais importante, pois o envelhecimento da população ocorre rapidamente com muitos equívocos. Embora as pessoas vivam mais tempo, isso não significa que elas estejam vivendo saudavelmente e tendo suas necessidades atendidas.

Texto:  Ricardo Araújo / Ascom – ISD

Foto: Ricardo Araújo / Ascom – ISD

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Instituto Santos Dumont (ISD)

É uma Organização Social vinculada ao Ministério da Educação (MEC) e engloba o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra e o Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi, ambos em Macaíba. A missão do ISD é promover educação para a vida, formando cidadãos por meio de ações integradas de ensino, pesquisa e extensão, além de contribuir para a transformação mais justa e humana da realidade social brasileira.

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