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ISD participa de treinamento para redução de mortalidade materna por hemorragia

07/05/201911:35

Nos dias 02 e 03 de maio, o Ministério da Saúde do Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para as Américas, promoveram a terceira edição do treinamento de instrutores da estratégia Zero Morte Materna por Hemorragia no Brasil, iniciativa que reuniu profissionais de saúde de 22 estados brasileiros. O médico obstetra Reginaldo Freitas Júnior, Diretor-Geral do Instituto Santos Dumont (ISD) e Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que se tornou instrutor nacional no segundo treinamento realizado em 2018, fala sobre a experiência de formar multiplicadores da estratégia Zero Morte Materna para o Brasil: “Como professor, médico e sobretudo como cidadão de um país que não tem conseguido alcançar as metas para a redução da mortalidade materna, ser instrutor nacional da estratégia é pôr em prática o discurso do compromisso pessoal com essa causa que deve ser abraçada por todo brasileiro”. 

De acordo com os organizadores, essa capacitação, que ocorre desde 2015 no Brasil, prevê o fortalecimento dos serviços de saúde, eliminação das barreiras ao acesso, treinamento de pessoal para lidar com a hemorragia obstétrica e garantia de disponibilidade de medicamentos essenciais e sangue seguro para transfusões.

Mortalidade Materna Evitável

O ISD realiza um trabalho permanente relacionado à mortalidade materna evitável, promovendo desde 2016, atividades de formação e conscientização sobre o tema destinadas a profissionais da saúde e sociedade em geral. Em 2018, o Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi (CEPS) passou a integrar o Comitê Municipal de Prevenção da Mortalidade Materna, Infantil e Fetal de Macaíba (RN) para ampliar e fortalecer o trabalho já desenvolvido no projeto “Mortalidade Materna Evitável”, realizado pelo Instituto. 
O CEPS integra o referido comitê como “entidade da sociedade civil organizada que atende gestantes e crianças classificadas como alto risco”. A proposta do grupo é promover encontros periódicos, tendo diversos objetivos, entre eles o de estabelecer os canais que permitam o efetivo controle social da execução da vigilância e o de promover planos de ação ao combate da mortalidade materna, infantil e fetal em Macaíba (RN). 

“Como gestor de uma instituição de ensino para as profissões da saúde, socialmente responsável e vinculada ao Governo Federal, fortalecer a Estratégia é um imperativo para que o direito à maternidade segura seja garantido às mulheres brasileiras”, afirma Reginaldo.

Reunião do Comitê Municipal de Prevenção da Mortalidade Materna, Infantil e Fetal de Macaíba (Dezembro, 2018)
CEPS Anita Garibaldi sedia reunião do Comitê de Prevenção da Mortalidade Materna, Infantil e Fetal do RN (Abril, 2019)

Dados da OPAS/OMS de 2018 traduzem uma realidade ainda pouco discutida fora dos ambientes médicos: 

  1. Todos os dias, aproximadamente 830 mulheres morrem por causas evitáveis relacionadas à gestação e ao parto no mundo.
  2. 99% de todas as mortes maternas ocorrem em países em desenvolvimento.
  3. A mortalidade materna é maior entre mulheres que vivem em áreas rurais e comunidades mais pobres.

As principais complicações que podem ocorrer, representantes de aproximadamente 75% de todas as mortes maternas, são hipertensão (pré-eclâmpsia e eclâmpsia); hemorragias graves (principalmente após o parto); infecções (normalmente depois do parto); e complicações no parto.

A maioria das mortes maternas pode ser evitada, caso a mãe e o bebê recebam o acompanhamento adequado durante a gestação e tenham garantidos os direitos básicos de acesso a cuidados de saúde antes, durante e após a gravidez.

Texto e fotos:  Ariane Mondo / Ascom – ISD (Com informações OPAS/OMS)

Foto superior: Divulgação OPAS/OMS

Assessoria de Comunicação
comunicacao@isd.org.br
(84) 99416-1880

Instituto Santos Dumont (ISD)

Organização Social que mantém vínculo com o Ministério da Educação (MEC) e cuja missão é promover educação para a vida, formando cidadãos por meio de ações integradas de ensino, pesquisa e extensão e contribuir para a transformação mais justa e humana da realidade social brasileira.

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EDUCAÇÃO EM SAÚDE

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