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Pesquisa do IIN-ELS sobre biocompatibilidade é premiada em Congresso de Engenharia Biomédica

30/10/201815:28

O trabalho apresentado pela aluna de Mestrado em Neuroengenharia do Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra (IIN-ELS), Alice de Oliveira Barreto Suassuna, foi agraciado com o terceiro lugar no Prêmio Cândido Pinto de Melo, no dia 25 de outubro de 2018. Essa é a maior premiação acadêmica concedida a pesquisadores e alunos durante o XXVI Congresso Brasileiro de Engenharia Biomédica.

A pesquisa premiada integra a área de biocompatibilidade. A equipe multidisciplinar do IIN-ELS estudou a resposta inflamatória do Sistema Nervoso Central (SNC) ao se implantar um microeletrodo na medula espinal durante o prazo de dois dias. Esse tipo de dispositivo já é utilizado em humanos no tratamento de dor crônica. Pesquisas avaliam a sua eficiência em outras doenças, como o Parkinson.

Manuela Sales Lima Nascimento, pesquisadora do IIN-ELS e participante desse estudo explica que a hipótese inicial previa que não haveria resposta imunológica do SNC a esse implante por dois motivos: o tempo curto em que o equipamento permaneceu alojado no corpo do modelo experimental (dois dias) e o fato do implante ser semi-invasivo. Ele não entra em contato com o Sistema Nervoso, pois é colocado sobre a membrana que reveste esse sistema.

Contudo, o que se notou ao extrair a medula espinal e analisar as células da região do implante é que houve uma relevante resposta inflamatória. Isso se deve à ação de células de defesa do SNC chamadas microglias. Acima e abaixo da região do implante não ouve resposta inflamatória.

Alice Suassuna, apresentadora da pesquisa do IIN-ELS laureada com o terceiro lugar no Prêmio Cândido Pinto de Melo.
Placa entregue como premiação ao estudo do IIN-ELS apresentado no XXVI Congresso Brasileiro de Engenharia Biomédica.

Próximos passos da pesquisa  

 

O próximo passo da pesquisa é analisar a ação das micróglias em implantes crônicos, que permanecem no corpo por mais de trinta dias. Há casos em que o sistema identifica um objeto estranho e inicia um processo inflamatório, mas depois de algum tempo percebe que não há riscos à saúde e desativa as defesas. Os pesquisadores do IIN-ELS querem saber se isso ocorre no caso do implante de microeletrodo na medula ou se a inflamação permanece, o que representaria uma barreira a esse tipo de tratamento.

Nascimento acredita que um fator que pode ter contribuído para que o trabalho fosse premiado, além da novidade científica, é o fato dele integrar várias áreas do conhecimento. “Trata-se de um estudo de Neuroimunologia que contempla imunologia, neurociências e engenharia, pois até o microeletrodo utilizado na pesquisa foi produzido no próprio IIN-ELS, em Macaíba (RN), onde temos expertise nesse tipo de atividade”, explica Nascimento.

A apresentação do trabalho para o júri do Prêmio Cândido Pinto de Melo foi realizada por Alice de Oliveira Barreto Suassuna. “Foi incrível enfrentar esse desafio de apresentar a pesquisa em uma competição com 12 finalistas, onde tinham pesquisadores, alunos de doutorado e pós-doutorado, entre outros. Na premiação foi anunciado que esse é o prêmio mais honroso da Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica”, comenta Suassuna.

O artigo científico sobre o estudo premiado foi aprovado para publicação no periódico do XXVI Congresso Brasileiro de Engenharia Biomédica. Participaram dessa pesquisa: Alice de Oliveira Barreto Suassuna, Mariana Ferreira Pereira de Araújo (orientadora de Alice), Mayara Jully Costa Silva, João Rodrigo de Oliveira, Valton da Silva Costa, Luiz da Costa Nepomuceno Filho, Fernanda Cristina de Mesquita, Ana Carolina Bione Kunicki e Manuela Sales Lima Nascimento.

Texto:  Luiz Paulo Juttel / Ascom – ISD

Foto: Divulgação – ISD

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