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Potencial da neuroengenharia no mercado de trabalho

03/01/201817:35

O Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra (IIN-ELS) é um importante polo nacional de formação de recursos humanos qualificados nas áreas de neurociências e neuroengenharia. Só no Programa de Mestrado em Neuroengenharia do Instituto ingressaram 54 alunos desde o início das atividades, em 2013. Isso tem chamado a atenção de empresas de equipamentos médicos e de pesquisa nessa área. Recentemente, duas delas, participaram de atividades do IIN-ELS, nas quais compartilharam experiências com os discentes. Esta é uma forma de enriquecimento da formação de um profissional que futuramente pode se tornar um empreendedor.

A primeira delas esteve no IIN-ELS, em Macaíba (RN), no dia 24 de novembro de 2017. O diretor da Unidade de Negócios da Boston Scientific Company, Carlos Figueiredo, apresentou a palestra: “Profissionais na Indústria de Neuromodulação“.

Figueiredo, com 15 anos de experiência na área de dispositivos médicos implantáveis em cardiologia e neurologia, mostrou aos alunos do IIN-ELS as oportunidades de carreira e os requisitos profissionais desejados pela indústria de dispositivos médicos. Por ser um ramo altamente especializado, ele ressaltou a importância da capacitação para além do ensino superior, e a motivação pessoal.

A apresentação contemplou ainda avanços na tecnologia de marca-passos e dispositivos de neuromodulação, que nos últimos anos diminuíram drasticamente de tamanho a ampliaram suas funcionalidades e autonomia das baterias. Graças a esse desenvolvimento tecnológico, milhares de pessoas podem ter uma melhor qualidade de vida, mesmo com uma alteração cardíaca ou neurológica. Algo difícil de se imaginar há algumas décadas.

 

Interfaces cérebro-máquina e suas aplicações industriais 

 

Já no dia 15 de dezembro, foi realizado no IIN-ELS o Workshop: Current and future applications of non-invasive and invasive BCIs. O foco desse evento foi a interface cérebro-máquina, um tipo de sistema que traduz a atividade elétrica cerebral em sinais de controle para inúmeras aplicações e ferramentas que auxiliam pessoas com severas incapacidades ou deficiências a se comunicarem e a melhorarem sua qualidade de vida.

Durante o Workshop, o representante da empresa austríaca g.tec medical engineering, Alexander Lechner, apresentou avanços nas pesquisas e aplicações com interface cérebro-máquina voltadas à área de reabilitação. Exemplo disso foi o sistema recoveriX, criado pela empresa para o treinamento de pessoas com Acidente Vascular Encefálico (AVE). Os profissionais utilizam Eletroencefalografia (EEG) para captar sinais elétricos do cérebro do paciente quando este tem a intenção de movimentar o braço. Eletrodos instalados no membro paralisado pelo AVE estimulam eletricamente o músculo, provocando o movimento do braço a partir do comando cerebral captado pelo sistema.

Na sequência, o estudante de engenharia biomédica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Vitor Hazin, falou sobre o início da sua experiência com interface cérebro-máquina, utilizando uma órtese controlada pelo pelo sinal elétrico do cérebro ou do músculo para reabilitação em AVE. Esse projeto de faculdade o motivou a empreender e a criar a start up Neurobot. Hazin apresentou produtos e projetos que em pouco tempo começaram a render resultados positivos. Um bom incentivo a estudantes dessa área sobre como transformar conhecimento científico em inovação.

Texto e Fotos: Luiz Paulo Juttel / Ascom – ISD

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Instituto Santos Dumont (ISD)

Organização Social que mantém vínculo com o Ministério da Educação (MEC) e cuja missão é promover educação para a vida, formando cidadãos por meio de ações integradas de ensino, pesquisa e extensão e contribuir para a transformação mais justa e humana da realidade social brasileira.

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