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Rodas da Vida: grupo de convivência para pessoas com lesão medular

20/11/201716:26

Compartilhar experiências similares em grupo é uma boa maneira de fortalecer e ajudar pessoas a enfrentar situações adversas da vida. No Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi (CEPS), em Macaíba-RN, profissionais da Clínica de Lesão Medular Adulto (CLEMEA) criaram o grupo de convivência Rodas da Vida. Essa ação de educação em saúde contempla reuniões quinzenais com pessoas com lesão medular atendidas pelo Serviço para conversar sobre temas que possam contribuir para uma melhor qualidade de vida e autonomia.

No dia 10 de novembro de 2017 o grupo realizou sua quarta roda de conversa no Auditório Paulo Freire, no CEPS, com o tema “lazer e qualidade de vida para cadeirantes”. Em cada reunião, um(a) profissional e um(a) cadeirante são convidados a apresentar temas e direcionar as conversas. Neste último encontro, a educadora física especialista em inclusão, acessibilidade, desporto e lazer para deficientes, Marília Rodrigues da Silva, e o cadeirante paciente da CLEMEA, Aletisandro Freire de Macedo, coordenaram os trabalhos.

Marília iniciou sua fala explicando que lazer tem um significado diferente para cada pessoa. Há quem considere lazer passar um domingo inteiro em casa, assistindo televisão, enquanto para outro lazer é praticar um esporte radical. Partindo desse princípio, ela trouxe várias opções de lazer para cadeirantes na região de Natal-RN e Macaíba-RN, informando direitos, benefícios e contatos de grupos que organizam tais atividades. “O cadeirante, assim como as demais pessoas, é um ser político que precisa se unir a outros indivíduos semelhantes para buscar e garantir seus direitos”, conta a supervisora de estágio e fisioterapeuta do CLEMEA/CEPS, Heloísa Britto.

 

Coordenadores do quarto encontro do grupo de convivência Rodas da Vida.
Profissionais do Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi (CEPS) conversam com cadeirantes e acompanhanetes.

Acessibilidade é um grande obstáculo para as pessoas com lesão medular

 

Ao longo da roda de conversa, cada participante relatou suas próprias experiências. Contudo, um tema transversal a todas as falas foi a acessibilidade. “As pessoas com lesão medular podem ter uma boa qualidade de vida, desempenhando diversas atividades, mas a principal dificuldade é o acesso pleno aos locais desejados”, informa Britto. Um exemplo disso, relatado pelos cadeirantes, é a praia de Ponta Negra. Suas ladeiras de acesso são muito íngremes, o que representa um verdadeiro desafio. Além disso, são comuns as queixas sobre vagas de estacionamento destinadas para pessoas com deficiência física que muitas vezes não são respeitadas.

Os próximos encontros do grupo de convivência Rodas da Vida terão como temas esportes paraolímpicos, alterações na bexiga neurogênica, sexualidade, entre outros. Além dessa atividade de educação em saúde, a Clínica de Lesão Medular Adulto (CLEMEA) do CEPS conta com serviços de Fisioterapia, Psicologia Clínica, Neuropsicologia e Neurologia. Para integrar o serviço, pessoas interessadas devem ligar no telefone (84) 3271-3311 e agendar um processo de triagem. O objetivo dessa clínica é prover aos pacientes independência funcional, estabilidade emocional, e autonomia.

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