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Equoterapia começa a ser oferecida a pacientes do CEPS em Macaíba (RN)

26/01/201712:58

26/01/2017

Texto e fotos: Ariane Mondo – Ascom ISD

Primeiro contato

No dia 19 de janeiro de 2017 foi oficialmente iniciado o projeto Equoterapia Potiguar, que passa a oferecer, a partir de agora, essa terapia complementar a crianças atendidas em Macaíba (RN) pelo Serviço Multidisciplinar de Atenção ao Transtorno do Espectro Autista (SEMEA) do Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi (CEPS). O Projeto Equoterapia Potiguar é uma parceria entre o CEPS, unidade do Instituto Santos Dumont (ISD) e a Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Atualmente, no estado, essa é a única oferta da equoterapia destinada exclusivamente a usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

As sessões são individualizadas, oferecidas a partir das necessidades de cada criança atendida pelo SEMEA e ocorrerão semanalmente durante 30 minutos, tempo estimado como o ideal tanto para o praticante, quanto para o cavalo. O período de acompanhamento na equoterapia varia de um a dois anos e no primeiro dia de práticas todos os profissionais envolvidos lembraram aos responsáveis pelas crianças participantes que essa é uma terapia complementar e não substitui outras intervenções terapêuticas e educacionais.

Sobre a equoterapia

No picadeiro, espaço para as práticas da equoterapia.

A Equoterapia é um método educacional e terapêutico, que utiliza o cavalo como instrumento de trabalho dentro de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação. O método foi reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina como recurso terapêutico complementar em abril de 1997 e também como método educacional pela Divisão de Ensino Especial da Secretaria de Educação do Distrito Federal, instituição conveniada à Associação Nacional de Equoterapia (ANDE-BRASIL). Atualmente, tramita no Congresso Nacional projeto de lei que prevê que a Equoterapia seja oferecida como método terapêutico pelo SUS. Em pacientes com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), a equoterapia pode potencializar formas de comunicação, socialização, autoconfiança e autoestima dos praticantes e seus familiares.

O projeto Equoterapia Potiguar aceita doações a partir de R$ 50,00 para ajudar na manutenção dos cavalos envolvidos e do espaço utilizado nas práticas, o picadeiro. Quem doa, recebe um boné com a logomarca do projeto como forma de agradecimento. Mais informações sobre como contribuir: equoterapiapotiguar@gmail.com

Linha do tempo

Junho de 2016: Mário Cardoso de Albuquerque Neto, professor EAJ/UFRN e idealizador do Projeto Equoterapia Potiguar, faz palestra aos profissionais do CEPS para explicar como funciona essa terapia complementar (Link da notícia AQUI).

Em novembro de 2016, equipe do projeto Equoterapia Potiguar apresenta projeto aos pais de crianças atendidas pelos SEMEA.

Julho de 2016: Cavalos e materiais de apoio são doados ao projeto. A EAJ/UFRN destina e prepara um espaço exclusivo para as práticas da equoterapia. Esse processo perdura até dezembro de 2016.
Outubro de 2016: Samantha Maranhão (psicóloga) e Yoshie Kanegane (fisioterapeuta), preceptoras multiprofissionais do CEPS, realizam curso básico de equoterapia, em Brasília, na Associação Nacional de Equoterapia/Ande Brasil -Fotos AQUI. Em 42 horas de aulas, elas aprenderam noções básicas de equitação, a abordagem das ciências humanas e da saúde na equoterapia, procedimentos de segurança e emergência a serem adotados na equoterapia, entre outros assuntos.
Novembro de 2016: profissionais envolvidos no projeto Equoterapia Potiguar participam de curso no SAMU de Natal/RN (Matéria AQUI); Projeto é apresentado aos pais das crianças envolvidas na equoterapia oferecida pelo SEMEA.
Janeiro de 2017: crianças e pais entram em contato com as normas e condições do projeto pela primeira vez e as práticas são iniciadas.

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