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CEPS realiza evento sobre violência contra a mulher em Macaíba (RN)

23/11/201615:37

CEPS realiza evento sobre violência contra a mulher em Macaíba

23/11/2016

Por: Ariane Mondo – Ascom/ISD

Fotos: Ariane Mondo e Luiz Paulo Juttel – Ascom ISD

O mapa da Violência de 2015, traz dados comparativos de estados brasileiros e entre 2006 e 2013 o Rio Grande do Norte atingiu a marca de 97,6% na taxa de homicídio de mulheres (por 100 mil habitantes), ficando atrás apenas do estado de Roraima, com 131,3% na taxa de homicídios de mulheres (por 100 mil habitantes).

Pensando na importância de se discutir esse tema, o Instituto Santos Dumont (ISD), por meio do Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi (CEPS), promoveu no dia 22 de novembro, no Pax Clube de Macaíba (RN), o evento aberto à comunidade intitulado: “Pelo fim da violência contra a mulher – Estratégias de enfrentamento”. Esse encontro ocorreu em virtude do Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher, celebrado anualmente no dia 25 de novembro. (Confira as fotos AQUI)

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Reginaldo Freitas Júnior e autoridades de Macaíba na abertura do evento

Manchetes de jornal, vídeos e apresentações teatrais dispararam reflexões em grupos de trabalho. Todos os presentes falaram que tipo de violência contra a mulher haviam reconhecido nas situações apresentadas e compartilharam suas opiniões com a plateia. Na sequência, convidados que atuam nas áreas jurídica, da saúde e da assistência fizeram exposições sobre estratégias existentes de combate à violência doméstica e contra a mulher.

Reginaldo Freitas Júnior, diretor de ensino e pesquisa do ISD, informou aos presentes sobre o funcionamento do serviço de atendimento às vítimas de violência sexual de Macaíba, oferecido a partir deste ano pelo CEPS.

Danielle de Carvalho Fernandes, titular da 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Macaíba, falou sobre a Lei Maria da Penha e acerca do trabalho desenvolvido no grupo reflexivo de homens, organizado pelo NAMVID (Núcleo de Apoio à Mulher Vítima de Violência). Esses homens são condenados pela Lei Maria da Penha e a participação nas atividades faz parte do cumprimento da pena imposta. Esse é um dos primeiros grupos dessa natureza no Brasil e agora serve como modelo para os Ministérios Públicos de outros estados.

Cassia Castilho Marotti, assistente social e especialista em Assistência Sociojurídica e Segurança Pública, falou sobre o serviço de averiguação e monitoramento das denúncias de violência do município de Macaíba.

Edvania Freitas de Lima, especialista em políticas públicas de atenção à família e Assessora Técnica da Secretaria Municipal do Trabalho e da Assistência Social (Semtas), de Macaíba, falou acerca das ações realizadas no município pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), incluindo o projeto “Mais amor por favor”, que atende e acolhe famílias em situações de violência.

Dados alarmantes

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Público atento às discussões

*Um dos principais canais de orientação às vítimas de violência contra a mulher, o Disque 180, recebeu 364.627 denúncias no primeiro semestre de 2015 em todo o país e no mesmo período de 2016 esse número atinge a marca de 555.634 denúncias, o que representa um aumento de 133% em um ano.

*Pesquisa inédita realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra a ocorrência estimada de mais de 50 mil feminicídios, entre 2001 e 2011: ou seja, em média, 5.664 mortes de mulheres por causas violentas a cada ano, 472 a cada mês, 15,52 a cada dia, ou uma morte a cada 1h30.

*Dados do relatório anual 2014-2015 da ONU Mulheres cita que 50% das mulheres de todo o mundo têm um trabalho remunerado, no entanto chegam a ganhar entre 10% e 30% menos que os homens para exercer as mesmas funções.

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