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CEPS leva pacientes à primeira sessão de cinema para autistas de Natal (RN)

17/03/201619:15

17/03/16 – Última atualização em: 18/03/16

Texto e fotos: Ariane Mondo – Ascom ISD

Pacientes do ambulatório de Transtorno do Espectro Autista e profissionais de saúde do CEPS com a organizadora do evento, Rochelle Elias (de óculos, à esquerda).

Pacientes do Serviço Especializado Multiprofissional para o Espectro Autista (SEMEA) e profissionais de saúde do CEPS com a organizadora do evento, Rochelle Elias (de óculos, à esquerda).

Cinema com luzes acesas, volume do som reduzido e sem trailers antes do filme? Pode parecer estranho à primeira vista, mas esses foram os cuidados adotados pelo grupo ‘Mães Corujas Batalhadoras‘ para promover a primeira sessão de cinema para autistas de Natal (RN), no último dia 12, com exibição do filme “Rio 2”. A sala de cinema ficou cheia e 324 ingressos foram vendidos para a sessão especial feita para crianças e jovens que têm algum transtorno do espectro autista.

O Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi (CEPS), localizado em Macaíba (RN), levou para o evento 18 crianças e acompanhantes atendidos no seu Serviço Multidisciplinar de Atenção ao Espectro Autista (SEMEA), graças à campanha “Adote um ingresso”, divulgada internamente entre os funcionários do Instituto Santos Dumont (ISD). No dia da sessão especial, uma equipe do CEPS formada por psicóloga, assistente social, técnica de enfermagem e fisioterapeuta esteve no cinema para acompanhar a sessão.

Samantha Maranhão, psicóloga do SEMEA/CEPS, falou sobre a iniciativa de se promover uma sessão de cinema com cuidados específicos: “Tudo isso é para tentar fazer com que as crianças se sintam mais confortáveis, porque um dos comprometimentos de base no quadro clínico é a alteração na integração sensorial. É como se essas pessoas recebessem estímulos sensoriais de forma mais ou menos intensa do que pessoas consideradas saudáveis”.

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Priscila Silva, Jonas Gabriel e Samantha Maranhão.

Priscila Aline Silva, levou o filho Jonas Gabriel, de 4 anos, pela primeira vez ao cinema. Ela disse que descobriu o diagnóstico do menino há pouco tempo e pelos sintomas apresentados mãe e filho foram encaminhados ao ambulatório de transtorno do espectro autista do CEPS, onde Jonas recebe tratamento desde janeiro deste ano. Após saírem da sala de cinema, a mãe disse que achou a experiência muito interessante, porque viu uma interação social entre as crianças e os pais. “Na sessão ele conviveu com muitas pessoas e a criança autista não gosta muito disso, né? Tem que aprender a se adaptar nesse tipo de situação. Jonas não gostava de sair e gritava muito. Agora, depois do tratamento, ele está começando a sair e se comunicando com outras pessoas”, falou a mãe.

Rochelle Elias, responsável pela organização do evento, falou: “Acho que as crianças se comportaram muito bem, a sensação é que a família pôde ter direito a  uma coisa tão simples para algumas pessoas e que para outras era tão difícil. Nós vemos que tem público para isso e é um direito para todo mundo”.

Diante do sucesso da sessão, Késia Rocha, gerente da rede de cinemas que apoiou o evento, garante que a próxima sessão adaptada para autistas será no dia 16 de abril. “Depois a expectativa é que as sessões sejam bimestrais”, complementou ela. O CEPS contou com o apoio da Natal Vans para transportar os pacientes e seus acompanhantes de Macaíba para o cinema em Natal.

Transtorno do Espectro Autista (TEA)

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Muitos foram ao cinema pela primeira vez.

Samantha Maranhão explica que é difícil de se estabelecer um diagnóstico no quadro clínico do autismo, porque é puramente comportamental: “Hoje não há nenhum exame específico que ajude no diagnóstico, então ele passa pelo olhar clínico do profissional”, afirma a psicóloga.

A nomenclatura Transtorno do Espectro Autista (TEA) foi dada, porque hoje se sabe que o autismo tem níveis de intensidade diferentes. O mesmo sintoma pode ocorrer de uma forma grave, leve ou moderada, dependendo da idade da criança, do quanto ela recebe estimulação e a intervenção adequada. Samantha afirma: “Por isso que os manuais de diagnóstico hoje optam pela nomenclatura espectro, porque estamos falando de um gradiente de intensidades e sintomas variáveis”. Segundo a literatura médica, o TEA é ‘um grupo de transtornos caracterizados por um espectro compartilhado de prejuízos qualitativos na comunicação e interação social, associados a comportamentos repetitivos e interesses restritos’.

O Serviço Especializado Multiprofissional para o Espectro Autista (SEMEA) foi criado pelo CEPS em 2015 e oferece atendimento realizado por profissionais de várias áreas da saúde. Atualmente o SEMEA recebe uma média de 40 crianças de Macaíba e municípios vizinhos.

No dia da sessão de cinema, Samantha Maranhão deu entrevista a duas emissoras de TV de Natal:

TV Tropical (afiliada Record): https://youtu.be/TaKhOH-zYb4

TV Ponta Negra (afiliada SBT): https://youtu.be/_MJNDp1oRJw

Mais sobre o CEPS: http://www.institutosantosdumont.org.br/centro-de-educacao-e-pesquisa-em-saude-anita-garibaldi/

 

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